Muitos vêem a vida como um
fardo, imposto a nós sem nenhuma explicação plausível, outros a vêem como uma
dádiva, um presente divino. Mas, no que
todos concordam é que ela é passageira e caminhamos dia após dia para seu ponto
final.
Posso dizer que somos feito
chuva de verão, chegamos de surpresa e vamos embora sem dar aviso prévio. Uma
certeza incontestável é que chegada a hora a morte se faz presente e por mais
que quisermos prolongar nossa vida, está é uma vontade em vão.
A existência de cada um de
nós é breve, como nossa presença na vida de muitas pessoas também o é.
Não nascemos de uma
embalagem que vem com data de validade, sabemos apenas o dia em que inspiramos
e expiramos o ar do mundo pela primeira vez. Todo o restante é mistério que
vamos desvendando à medida que vamos crescendo.
Não temos data de validade,
não portamos paraquedas, não trazemos conosco um escudo que sempre irá nos
proteger, então enquanto estivermos respirando, estaremos abertos a
possibilidades.
Possibilidades infinitas de
sermos e não sermos um amontoado de coisas.
Um sopro! É o que somos.
E por não termos controle
sobre o que pode acontecer no próximo minuto de vida, ficamos a mercê do que
pode acontecer de acordo com algumas escolhas que fazemos.
Viver é uma incógnita,
tentamos traçar um caminho, seguir uma rota, mas no fundo sabemos que a
qualquer momento, querendo ou não, podemos desviar do caminho.
Ainda não há meio de se
verificar como estaremos no futuro, e talvez esta seja a graça em existir. Estamos
atuando no palco do universo, mas sem roteiro, sem prévia das próximas cenas.
E o que podemos fazer é
continuar atuando. Pois, podemos ser chuva, mas sempre seremos chuva de verão,
leve e breve.

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